Vários jovens passam por um grande dilema, "sou ou não gay?". A confusão se dá pelo fato de ,no ínicio, gostarem de ambos os sexos. Uma parte dos gays, passam primeiro por uma fase "hetero" , mas com uma certa curiosidade em meninos, e após a sua primeira experiência com um, perde gradativamente o interesse por meninas.
Outros garotos, já são gays "por natureza", isso quer dizer, nunca tiveram menor interesse em garotas. E outra parcela sempre foram hetero convictos, ai do nada, surge uma certa atração pelo melhor amigo, ou algo do estilo.
Assisti uma vez,um filme bastante interessante sobre isso, chama-se Kinsey-Vamos falar de sexo. É história cinebibliografica de Alfred Kinsey, que foi um polêmico escritor que, em 1948, e tornou-se pioneiro na pesquisa sobre a sexualidade humana. O livro "Sexual Behavior in the Human Male" foi visto, na época de seu lançamento, como o primeiro tratado sobre comportamento sexual com caráter científico. Ele divide a sexualidade, por exemplo, como se fosse em 5 níveis. O nível 5 corresponde a um individuo 100% hetero; no nível 4, seria um um bissexual com uma tendencia maior para hetero, só que com uma certa curiosidade por uma pessoa do mesmo sexo, em termos de porcentagem, corresponde a 75% hetero e 25% gay; o nível 3 seria os bissexuais que equivalem a 50% pra cada; o nível 2 seria o bissexual com um interesse maior por pessoas do mesmo sexo, 75% gay e 25% hetero; e por fim, o nivel 1, que é o homossexual. Achei bastante interessante e coerente essa divisão, que nos ajuda entender um pouco esse universo.
A sexualidade é algo muito complexo porque não segue padrões, sendo assim multifacetada. A pressão que a sociedade exerce dificulta ainda mais essa definição de ser gay, hetero ou bi. Porque além da difícil tarefa de nos aceitar, temos que nos deparar com os olhares de terceiros, que pensam que nós somos apenas experiências que deram errado, e isso acaba complicando ainda mais.
Desde de que nascemos temos tendências e interesses que podem ser desenvolvidos com o tempo. E assim, criamos em nossas mentes o que seria um parceiro ideal. Alguns psicologos falam que isso é baseados nos pais. No caso dos meninos, procuram uma parceira com as mesmas caracteristica de sua mãe, já as meninas, baseado no seu pai. Essa teoria tem fundamento no Complexo de Édipo( logo a baixo explicarei o que é). Já no homossexualismo, não sei bem, qual a referência que temos para o parceiro, se é na mãe ou no pai. Essa é apenas uma teoria estudada na psicologia, sobre o comportamento humano.
A vida é assim, um jogo de descobertas, a cada dia desvendamos coisas novas, sensações jamais sentidas, sentimentos nunca expressos antes. E é isso que faz do ser humano, um "animal" mutável, dinâmico. Nós temos a mania de sempre criar um nexo lógico sobre tudo, e creio que a nossa aceitação parte disso. O fato de sempre questionarmos faz com que esqueçamos do que realmente somos. Se eu sinto aquele sentimento, aquela vontade, pra que que eu vou ficar me podando em nome de padrões sociais. Lembrando sempre, que esses padrões foram criados por pessoas, que não tinham noção do que sentimos, e portanto, é uma visão muito restrita e pessoal.
A história mundial é cercada por esses padrões. Por exemplo, sempre o rico que tinha o poder e estabelecia regras, quem nasceu podre, teria que morrer pobre. Mas, porque? Resposta na Idade Média: porque Deus quiz assim! As pessoas, quando não tem uma resposta justificavel a ser dada, tende a dizer o nome de Deus em vão, só pra sustentar suas opniões infundadas. Isso pra vocês verem, que resposta mais antiga, e que ainda é muito usada.
Se o que sentirmos é amor, e amor é um sentimento bom e puro, creio que essa justificativa de que "Deus não nos aprova", seja infundada. Pois tudo que é bom, e que faça nos sentir bem ,e portanto, felizes, é algo de Deus. E se é Dele, quer dizer que temos a sua aprovação.
p.s: Complexo de Edipo:
Segundo Sigmund Freud, o Complexo de Édipo verifica-se quando a criança atinge o período sexual fálico na segunda infância e dá-se então conta da diferença de sexos, tendendo a fixar a sua atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto no ambiente familiar. O conceito foi descrito por Freud e recebeu a designação de complexo por Carl Jung, que desenvolveu semelhantemente o conceito de complexo de Electra.
Agora um pouco da história:
Freud baseou-se na tragédia de Sófocles(496-406 a.C.), Édipo Rei, para formular o conceito do Complexo de Édipo, a preferência velada do filho pela mãe, acompanhada de uma aversão clara pelo pai.
Na peça (e na mitologia grega), Édipo matou seu pai Laio e desposou (se comprometer em matrimônio) a própria mãe, Jocasta. Após descobrir que Jocasta era sua mãe, Édipo fura os seus olhos e Jocasta comete suicídio
Sófocles, utilizou este mito para suscitar uma reflexão sobre a questão da culpa e da responsabilidade perante as normas, éticas e tabus estabelecidos por sua sociedade (comportamentos que, dentro dos costumes de uma comunidade, é considerado nocivo e lesivo a normalidade, sendo por isto vista como perigosa e proibida a seus membros).
Obrigado pessoal pela atenção..abraço a todos..
By:Dinho
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